Entidades querem criação do salário mínimo estadual
Entidades sindicais da classe trabalhadora vão iniciar uma ação para coletar 100 mil assinaturas em Santa Catarina. O objetivo é conseguir o número suficiente de adesões para encaminhar à Assembléia Legislativa um projeto de lei para instituir o salário mínimo estadual, tal qual fazem outros sete estados da federação, incluindo Paraná e Rio Grande do Sul.
A informação foi repassada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Brusque (Sintimmmeb), José Isaías Vechi, em entrevista aos jornalistas Valdomiro da Motta e Liliane Dias, e ao repórter Rudinei Cavalheiro, no programa Repórter da Cidade desta sexta-feira (13).
Segundo Vechi, a intenção é fazer com que a proposta, que teve as discussões negadas em outras oportunidades pelo governo do Estado, entre a pauta de votações da Alesc via projeto de origem popular.
O salário mínimo estadual, se aprovado, será dividido em vários níveis, de acordo com as categorias que formam a economia no Estado. O valor será de R$ 587 o mínimo, e R$ 680 o máximo.
"Nós fomos às macro secretarias regionais do Estado, fizemos o nosso protesto e entregamos um documento. Agora vamos denunciar os nomes dos deputados que votarem contra o projeto", afirma Vechi, relembrando o caso dos deputados federais que tiveram seus nomes colocados em outdoors pelo estado, quando da votação da prorrogação da CPMF.
Para que a proposta de criação do mínimo estadual entre na pauta da Alesc, o presidente do Sintimmmeb diz que a empreitada vai buscar a adesão de 100 mil cidadãos pelo estado. Em Brusque, as pessoas que quiserem colaborar podem ir até a sede do sindicato, que fica na rua João Bauer, e levar consigo identidade e título de eleitor.
Ainda segundo Vechi, a idéia é de, nos próximos meses, montar uma estrutura em alguns pontos de grande fluxo de pessoas na cidade para coletar as assinaturas. O terminal urbano de ônibus é um desses locais.


